10 erros de GEO que estão te deixando invisível para as IAs

Generative Engine Optimization, GEO

Talvez você ainda não tenha se dado conta, mas existe uma grande chance de estar cometendo um dos erros mais caros de 2026: tratar ChatGPT, Perplexity, Google SGE e outras IAs generativas como “roubo de clique” e, por isso, bloquear o acesso delas ao seu site.

Enquanto muitos sites entram em disputas jurídicas ou barram crawlers de IA achando que estão protegendo seu conteúdo, a realidade é bem menos confortável: quem não aparece nas respostas das IAs simplesmente deixou de existir para uma parcela enorme e cada vez maior da audiência.

E não, isso não é exagero. Os dados mostram exatamente para onde a busca está indo.

Ao longo deste artigo, você vai entender por que aparecer nas IAs deixou de ser opcional e quais erros estão te impedindo de conquistar esse espaço.

Erro #0: Bloquear crawlers de IA achando que está protegendo conteúdo

Antes de entrarmos nos erros técnicos e de conteúdo, vale dar um passo atrás e entender por que tantas empresas estão mudando suas estratégias de SEO. Esse movimento foi tão forte que acabou dando origem a um novo termo no mercado: GEO, Generative Engine Optimization.

GEO é a otimização de conteúdo para que marcas, produtos e informações sejam encontrados, citados e recomendados por IAs generativas.

Mesmo assim, ainda é comum ouvir frases como:

“As IAs estão roubando meu conteúdo e não me mandam tráfego.”

Agora, vamos olhar para os fatos.

O próprio Google informou que a Visão Geral da IA já alcançou 2 bilhões de usuários mensais em julho de 2025.

 No TED 2025, realizado em abril, Sam Altman, CEO da OpenAI, afirmou que o ChatGPT conta com cerca de 800 milhões de usuários ativos semanalmente e recebe 5,7 bilhões de visitas mensais, superando o Bing, que registra aproximadamente 2,2 bilhões.

Além disso, um estudo da Semrush aponta que analistas projetam que o tráfego vindo de buscas por IA deve superar o da busca tradicional até 2028.

As novas gerações também já estão adotando esse comportamento com naturalidade. E sim, esse tipo de busca frequentemente resulta no que chamamos de zero clique, quando o usuário não acessa um site porque já obteve a resposta que precisava.

Visto assim, não querer aparecer na IA pode até parecer uma escolha defensiva. Mas é exatamente aqui que mora o problema.

Benefícios de ser encontrado por IAs

A realidade é que as IAs já mudaram o jogo. Elas não estão apenas respondendo perguntas. Estão organizando, filtrando e distribuindo conhecimento. Quem se posiciona como fonte preferida dessas ferramentas ganha:

  • Brand awareness, com a marca aparecendo em milhões de respostas.
  • Tráfego de referência de altíssima qualidade, com taxas de conversão muito acima da média.
  • Autoridade, que também reforça sinais de expertise para o Google tradicional.

Enquanto isso, sites que bloqueiam crawlers de IA ficam completamente fora desse novo canal. Já os concorrentes que entenderam o movimento passam a capturar essa audiência emergente.

Por isso, se hoje você ainda bloqueia o acesso das IAs ao seu conteúdo, vale repensar. Em vez de nadar contra a corrente, o caminho mais estratégico é fazer o oposto: preparar seu site para ser encontrado, compreendido e citado por elas.

A mudança já começou. Ignorá-la não vai fazer com que ela desapareça.

1. Conteúdo sem respostas diretas e objetivas

Um dos erros mais comuns em conteúdos que não aparecem nas respostas das IAs é demorar demais para chegar ao ponto. O texto começa dando voltas, contextualizando excessivamente, e a resposta principal só aparece vários parágrafos depois. 

Esse modelo funcionava bem no SEO tradicional, quando introduções longas ajudavam a aumentar o tempo de permanência na página.

O problema é que as IAs funcionam de outra forma. Elas priorizam conteúdos que respondem à pergunta logo no início. Se a resposta que o usuário procura está escondida no meio do texto, a IA simplesmente pula para outro site que entregou essa informação de forma clara logo nos primeiros parágrafos.

Além disso, IAs generativas não “leem” um artigo inteiro como uma pessoa faria. Elas extraem trechos, sintetizam informações e montam respostas a partir do que conseguem identificar com facilidade. Se o conteúdo exige esforço para ser entendido, ele perde prioridade como fonte.

A solução passa por inverter a lógica do texto. A resposta principal precisa aparecer logo no começo, de forma direta. Depois disso, o conteúdo pode se aprofundar, explicar o contexto, apresentar exemplos e ampliar o tema. 

Resumos curtos no topo, destaques visuais com respostas rápidas e parágrafos mais curtos ajudam tanto o leitor quanto as IAs a entender rapidamente do que aquela página trata.

Veja a diferença na prática:

❌ “Escolher um plano de saúde envolve muitos fatores. É importante entender seu perfil, analisar coberturas, considerar a rede credenciada e avaliar diferentes tipos de contratação… [vários parágrafos depois] … o ideal é comparar carências e cobertura ambulatorial e hospitalar.”

✅ “Para escolher um plano de saúde, compare primeiro três pontos: cobertura, rede credenciada e carências. Depois disso, avalie preço e tipo de contratação. A seguir, explicamos cada item em detalhes.”

2. Falta de dados estruturados (Schema Markup)

Mesmo conteúdos bem escritos podem ficar invisíveis para as IAs quando não deixam claro o que cada informação representa. É exatamente isso que acontece quando um site não utiliza dados estruturados, também conhecidos como schema markup.

O schema é um código em JSON-LD, inserido no HTML da página, que traduz o conteúdo para um formato legível por máquinas. 

Ele informa, de forma explícita, quem é o autor, qual é o tipo de conteúdo, quando foi publicado, se há perguntas e respostas, produtos, avaliações ou instruções passo a passo. Sem esse recurso, a IA enxerga apenas um grande bloco de texto, sem hierarquia clara.

IAs generativas dependem fortemente desse tipo de sinal para identificar entidades, fatos, datas, autores e relações entre informações. 

Quando o site não usa dados estruturados, a IA precisa interpretar tudo sozinha. Já páginas com schema entregam a informação organizada, contextualizada e pronta para ser reutilizada, o que aumenta significativamente a chance de serem citadas como fonte.

Na prática, conteúdos sem schema não perdem espaço porque são piores, mas porque são mais difíceis de entender e extrair. Em um cenário em que a IA precisa escolher rapidamente de onde tirar uma resposta, ela tende a priorizar páginas que facilitam esse processo.

Alguns tipos de dados estruturados são especialmente relevantes para GEO (Generative Engine Optimization):

  • Article Schema: identifica título, autor, datas de publicação e atualização, além da imagem principal.
  • FAQPage Schema: organiza perguntas e respostas, um formato altamente compatível com buscas conversacionais.
  • HowTo Schema: ideal para tutoriais e conteúdos passo a passo.
  • Organization Schema: deixa claro quem é a empresa ou marca por trás do conteúdo.
  • Person Schema: reforça autoria, experiência e sinais de confiança.
  • Product Schema: útil para páginas de produtos e serviços, com informações como preço, disponibilidade e avaliações.

Como implementar dados estruturados?

A implementação pode ser feita com apoio técnico ou por meio de ferramentas prontas. 

Em sites WordPress, plugins como Rank Math, Yoast ou Schema Pro facilitam bastante o processo. Após a implementação, a validação é indispensável. 

Ferramentas como o Google Rich Results Test e o Schema Markup Validator ajudam a confirmar se os dados estão corretos e legíveis para mecanismos de busca e IAs.

Se fosse necessário definir uma prioridade, FAQPage Schema e HowTo Schema costumam ter desempenho especialmente forte em ambientes de IA. 

Eles estruturam respostas de forma direta, clara e facilmente reutilizável, exatamente o que essas ferramentas procuram ao gerar respostas para os usuários.

3. Ausência de listas estruturadas e comparativos em tabela

Outro erro muito comum em conteúdos que não aparecem nas respostas das IAs é deixar informações importantes “perdidas” em parágrafos longos. São textos que até têm bons dados, mas poderiam ser muito mais claros se estivessem organizados em listas, bullet points ou tabelas comparativas.

Para IAs generativas, estrutura importa tanto quanto conteúdo. Essas ferramentas precisam extrair rapidamente informações como passos, rankings, diferenças entre opções ou critérios de escolha. 

Quando tudo está diluído em parágrafos corridos, a IA não vai interpretar o texto para montar uma lista sozinha. Ela simplesmente procura outra fonte que já tenha feito esse trabalho.

É por isso que conteúdos bem estruturados tendem a ser citados com mais frequência. Listas numeradas, checklists e tabelas facilitam a extração, reduzem ambiguidades e deixam a informação pronta para ser reutilizada em respostas geradas por IA.

Como e quando fazer essas alterações?

Sempre que o conteúdo envolver organização, comparação ou sequência, vale estruturar de forma explícita.

Isso inclui listas de vantagens e desvantagens, passos de um processo, checklists práticos, recursos e funcionalidades, além de rankings ou classificações. 

Em conteúdos comparativos, tabelas são praticamente obrigatórias, já que deixam claras as diferenças entre produtos, serviços ou ferramentas.

Além da estrutura, a forma como os dados são apresentados também faz diferença. Números explícitos são sempre melhores do que termos genéricos. “Aumento de 47%” é muito mais claro e reutilizável do que “crescimento significativo”.

Outro ponto importante é a marcação correta no HTML. Sempre que possível, use as tags apropriadas como <ol>, <ul> e <table>. 

Estrutura visual feita apenas com CSS pode até funcionar para o leitor humano, mas dificulta a interpretação por mecanismos de busca e IAs.

Quando a informação está bem organizada, o conteúdo deixa de ser apenas legível. Ele se torna extraível, citável e reutilizável, exatamente o que as IAs procuram ao montar respostas.

4. Conteúdo excessivamente promocional sem valor informacional

Um dos erros mais comuns em conteúdos que não aparecem nas respostas das IAs é soar como um anúncio, não como uma fonte de conhecimento. São textos cheios de frases como “somos os melhores do mercado”, “solução revolucionária” ou “líder absoluto”, mas sem dados, contexto ou comprovação real.

Para uma IA generativa, isso é um sinal claro de baixa credibilidade informacional. Esses modelos são treinados para priorizar conteúdos neutros, explicativos e baseados em fatos. 

Quando precisam responder a uma pergunta, eles evitam discursos promocionais e buscam fontes que organizem o tema com clareza. Se o seu conteúdo parece uma página de vendas disfarçada de artigo, a tendência é simples: ele não será citado.

Vender antes de ensinar te tira das respostas das IAs

O caminho aqui não é esconder sua marca, mas inverter a lógica. Em vez de tentar convencer o leitor logo de cara, você precisa ensinar primeiro.

Conteúdos que funcionam melhor para SEO e GEO seguem, na prática, uma proporção saudável entre informação e promoção. Algo próximo de 80% conteúdo educativo e 20% menções à sua solução, seja em CTAs, exemplos ou contextualizações.

Além disso, sempre que fizer uma afirmação, ela precisa estar ancorada em fatos verificáveis. Compare estes dois exemplos:

  • “Nossa plataforma é a mais rápida do mercado.”
  • “De acordo com testes independentes da TechBench (2026), a plataforma apresentou tempo médio de carregamento de 1,2s, enquanto a média do setor foi de 2,8s.”

No segundo caso, a informação pode ser verificada, contextualizada e reutilizada por uma IA sem parecer propaganda.

Citar fontes externas também faz diferença. Estudos, pesquisas de mercado, relatórios técnicos e até comparações honestas com concorrentes aumentam a confiança do conteúdo. 

Para uma IA, isso sinaliza que você não está apenas tentando vender, mas organizando conhecimento.

Por fim, a transparência pesa mais do que superlativos. Admitir limitações, explicar para quais cenários uma solução funciona melhor e para quais não funciona reforça autoridade. 

Curiosamente, esse tipo de honestidade tende a gerar mais confiança, tanto para quem lê quanto para as próprias IAs que decidem quem merece ser citado.

5. Falta de indicadores E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness, Trust)

Um conteúdo pode até estar bem escrito, mas se não deixa claro quem escreveu, por que essa pessoa entende do assunto e quando aquilo foi atualizado, ele perde força rapidamente nas respostas das IAs. 

Textos sem assinatura, sem biografia e sem fontes parecem ter sido escritos por “ninguém” ou por uma empresa genérica. Para uma IA, isso é um problema sério.

Modelos generativos dão peso muito maior a fontes confiáveis e especializadas. Se eles não conseguem identificar o autor, o contexto ou a legitimidade da informação, seu conteúdo tende a ser tratado como uma fonte não verificada. 

E, nesse cenário, ele perde espaço para páginas que demonstram autoridade de forma explícita.

Como trabalhar o E-E-A-T?

Na prática, isso começa pelo básico. Todo artigo precisa ter um autor claramente identificado, com nome completo, não apenas um “Equipe” ou “Admin”. 

Esse autor deve ter uma biografia visível, explicando sua experiência no tema, formação, atuação profissional e, sempre que possível, links para perfis públicos como LinkedIn, site pessoal ou outros conteúdos publicados.

A página “Sobre” da empresa também pesa mais do que muitos imaginam. Uma história clara, informações de contato, equipe identificada e posicionamento transparente ajudam as IAs a entender que existe uma organização real por trás daquele conteúdo.

Outro ponto crítico são as datas. Informações sem data de publicação ou atualização deixam a IA em dúvida sobre a validade do conteúdo.

Mostrar quando o artigo foi publicado e quando foi revisado pela última vez ajuda o modelo a avaliar recência e confiabilidade, especialmente em temas que mudam rápido.

Fontes citadas fazem toda a diferença. Sempre que você usa dados, estatísticas ou afirmações factuais, é importante apontar de onde aquilo veio. 

Links para estudos, pesquisas, relatórios oficiais e fontes primárias aumentam significativamente a chance de o conteúdo ser considerado confiável e reutilizável pelas IAs.

Por fim, experiência prática conta muito. Relatar projetos reais, resultados alcançados, aprendizados de campo e até prints de ferramentas usadas ajuda a demonstrar que o conteúdo não é apenas teórico. 

Para modelos generativos, isso é um forte sinal de experiência autêntica, algo que eles tendem a valorizar cada vez mais.

6. Ausência de data de publicação e atualização

Esse é um erro silencioso, mas extremamente comum. O conteúdo até pode ser bom, correto e bem escrito, mas se não informa quando foi publicado ou atualizado pela última vez, ele perde relevância instantaneamente para as IAs.

Para modelos generativos, recência não é detalhe. É critério de confiança. Especialmente em temas como tecnologia, marketing, legislação, saúde, tendências ou dados estatísticos, a IA precisa avaliar se aquela informação ainda é válida. 

Quando não encontra nenhuma data clara, ela não arrisca. Simplesmente descarta sua página e busca outra fonte mais contextualizada no tempo.

O que alterar?

O básico aqui resolve a maior parte do problema. A data de publicação precisa estar visível no topo do artigo, em um formato simples e legível. Algo como “Publicado em 30 de janeiro de 2026” já é suficiente para dar contexto temporal.

Quando o conteúdo for revisado, a data de atualização também deve aparecer de forma clara. Mostrar que o texto foi revisado recentemente aumenta muito a chance de ele continuar sendo considerado relevante, principalmente para conteúdos evergreen.

No nível técnico, isso precisa estar refletido também nos dados estruturados. O Article Schema deve incluir os campos de data de publicação e data de modificação, usando datePublished e dateModified. 

Esse detalhe ajuda as IAs a interpretar corretamente a linha do tempo do conteúdo, mesmo sem “ler” o texto inteiro.

Para manter isso sob controle, vale criar um calendário de revisão. Conteúdos evergreen costumam funcionar bem com revisões trimestrais ou semestrais, dependendo do tema. 

Em guias longos ou conteúdos técnicos, um pequeno changelog explicando o que foi atualizado também ajuda a reforçar a transparência e a confiança.

Só um cuidado importante: evitar mudar a data sem atualizar o conteúdo de fato. Esse tipo de prática já é detectável e tende a gerar o efeito contrário, reduzindo a credibilidade da página.

7. Links quebrados e falta de citações para fontes primárias

Às vezes, o conteúdo parece completo, mas quando a IA tenta validar o que você está dizendo, encontra links quebrados, fontes vagas ou nenhuma referência clara. Resultado: sua página deixa de ser confiável como fonte.

Para as IAs generativas, informação sem origem é informação fraca. Elas avaliam o que podemos chamar de cadeia de confiança. 

Se você mencionar um dado, estudo ou estatística, a IA precisa conseguir rastrear essa informação até uma fonte real, acessível e estável. Quando isso não acontece, a tendência é simples: ela não te cita.

Há ainda outro ponto importante. Links funcionais para fontes reconhecidas sinalizam curadoria. Mostram que você não está apenas opinando, mas organizando conhecimento de qualidade. 

Como evitar esse erro?

Sempre que houver números, percentuais ou afirmações factuais, a fonte precisa estar explícita e acessível. Compare os dois exemplos abaixo.

  • “53% dos usuários abandonam páginas lentas.”
  • “O tráfego de busca por IA cresceu 527% ano a ano entre 2024 e 2025, segundo o Semrush AI Traffic Report (2025).”

No segundo caso, a IA consegue identificar o dado, a origem e o contexto temporal. Isso muda completamente a chance de citação.

Outro cuidado essencial é priorizar fontes primárias. Sempre que possível, vá direto ao estudo original, relatório oficial ou base de dados da instituição responsável. 

Um relatório de uma fonte confiável, pesquisas acadêmicas ou números de órgãos oficiais têm muito mais peso do que um blog citando esses mesmos dados sem contexto.

Além disso, para manter os links quebrados sob controle, vale incluir uma auditoria periódica de links. 

Ferramentas como Screaming Frog, Ahrefs Site Audit ou plugins de verificação de links no WordPress ajudam a identificar rapidamente URLs quebradas. Quando encontrar um problema, substitua o link ou faça o redirecionamento correto.

O que também ajuda é padronizar a forma de citação. Links inline com texto âncora descritivo funcionam melhor do que URLs soltas. Em conteúdos mais densos, uma seção final de referências reforça ainda mais a credibilidade, embora não seja obrigatória.

Por fim, prefira páginas estáveis como fontes. Notícias podem sair do ar ou mudar de URL. Quando necessário, usar versões arquivadas ou páginas institucionais reduz o risco de links quebrados no futuro.

8. Conteúdo bloqueado para crawlers de IA 

Esse é um erro mais comum do que parece, e muitas vezes acontece sem intenção. Em algum momento, alguém decidiu “se proteger” das IAs e acabou tornando o site invisível para elas.

Quando crawlers como GPTBot, Google-Extended, CCBot, Anthropic-AI ou PerplexityBot não conseguem acessar seu conteúdo, as IAs simplesmente não conseguem ler, entender ou citar seu site. 

Para elas, é como se aquela página não existisse. E isso significa ficar fora de um ecossistema que já gera mais de 1 bilhão de visitas de referência por mês, segundo dados de mercado.

Como saber se seu site está bloqueado para IAs

O primeiro passo é checar o básico. Comece pelo arquivo robots.txt do seu site. Basta acessar:

seudominio.com/robots.txt

Procure por regras específicas para bots de IA. Se encontrar algo parecido com isso, seu conteúdo está bloqueado:

User-agent: GPTBot

Disallow: /

User-agent: Google-Extended

Disallow: /

Para permitir o acesso, o arquivo precisa autorizar explicitamente esses crawlers:

User-agent: GPTBot

Allow: /

User-agent: Google-Extended

Allow: /

User-agent: CCBot

Allow: /

User-agent: anthropic-ai

Allow: /

User-agent: PerplexityBot

Allow: /

Além do robots.txt, vale conferir o código das páginas. Algumas usam meta tags que bloqueiam IAs sem que isso fique visível no navegador. Procure por algo como:

<meta name=”robots” content=”noai, noimageai”>

Se essa tag estiver presente, a página não pode ser usada como fonte por IAs generativas.

Outro ponto sensível são os paywalls. Se todo o conteúdo estiver fechado, as IAs não conseguem extrair informação alguma. 

Uma alternativa mais equilibrada é liberar ao menos a introdução, resumos ou trechos explicativos para crawlers, mantendo o restante restrito a usuários.

Também é comum que firewalls ou CDNs bloqueiem bots legítimos por excesso de zelo. Rate limiting agressivo pode barrar crawlers de IA junto com bots maliciosos. 

Sempre que possível, revise as regras e permita explicitamente os principais agentes conhecidos.

Se quiser ir além, analisar os logs do servidor ajuda bastante. Eles mostram se bots de IA estão tentando acessar suas páginas e se estão sendo bloqueados ou não.

9. Falta de contexto semântico e entidades nomeadas

Esse erro costuma passar despercebido porque, para humanos, o texto “faz sentido”. Para as IAs, nem sempre.

Ele acontece quando o conteúdo usa muitos pronomes soltos como “ele”, “isso”, “essa empresa”, ou quando cita conceitos, pessoas e organizações sem deixar claro quem é quem. 

O texto fica ambíguo para máquinas que precisam identificar exatamente qual entidade realizou qual ação.

IAs generativas funcionam conectando informações em grafos de conhecimento. Elas precisam saber quem é a pessoa, qual é a empresa, o que é o produto, quando algo aconteceu e como esses elementos se relacionam. 

Entendendo na prática

Se o texto diz apenas “ele lançou o produto em 2025”, a IA não consegue estruturar essa informação. Ela não sabe quem lançou, nem qual produto foi lançado.

Veja como a diferença aparece:

  • “Steve Jobs fundou a Apple. Ele depois criou a Next. Essa empresa foi comprada pela primeira em 1997.”
  • “Steve Jobs fundou a Apple em 1976. Jobs depois criou a Next Computer. A Apple comprou a Next em 1997.”

No segundo exemplo, cada entidade está claramente nomeada. Não há ambiguidade, nem dependência de interpretação contextual. Para GEO, isso faz toda a diferença.

O mesmo vale para siglas e termos técnicos. Sempre que uma sigla aparecer pela primeira vez, ela precisa ser explicada.

“A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) entrou em vigor em 2020. A LGPD estabelece regras sobre o uso de dados pessoais no Brasil.”

Isso ajuda tanto o leitor quanto a IA a entender exatamente do que se trata.

Também é importante definir conceitos técnicos quando eles surgem pela primeira vez. Jargão não explicado é um ruído para modelos de linguagem. Uma frase curta já resolve.

Além da escrita, vale reforçar a identificação de entidades no nível técnico. O uso de marcação semântica com Schema.org, via JSON-LD, ajuda as IAs a entender se algo é uma pessoa, uma organização, um evento ou um produto. Isso não substitui um bom texto, mas complementa.

Links também ajudam muito. Quando você aponta para páginas institucionais, sites oficiais ou até verbetes da Wikipedia, está dando pistas claras para a IA confirmar aquela entidade e conectá-la a outras fontes confiáveis.

10. Ignorar formatos de conversação e perguntas naturais

Esse erro nasce de um hábito antigo: otimizar conteúdo pensando apenas em palavras-chave curtas, do tipo “melhor CRM 2026”, como se as pessoas ainda buscassem da mesma forma de dez anos atrás.

O problema é que usuários não conversam assim com IAs.

Quando alguém usa ChatGPT, Perplexity ou o Google em modo de IA, a busca vira pergunta. E pergunta completa. Algo como “qual CRM é melhor para pequenas empresas com orçamento limitado?” ou “vale a pena trocar de CRM se minha equipe é pequena?”. 

Se o seu conteúdo não responde esse tipo de formulação natural, ele simplesmente não entra no radar.

Como resolver?

O caminho aqui passa por entender como as pessoas realmente perguntam. 

Ferramentas como AnswerThePublic, AlsoAsked e a própria seção “As pessoas também perguntam” do Google ajudam bastante, mas fóruns, comentários em redes sociais, e-mails de clientes e até tickets de suporte costumam ser ainda mais ricos. Ali está o vocabulário real, não o artificial.

Uma das formas mais eficientes de incorporar isso ao conteúdo é usando seções de perguntas e respostas. 

FAQs continuam funcionando, mas agora com um papel ainda mais estratégico. Perguntas precisam estar escritas do jeito que alguém falaria, não do jeito que um SEO antigo escreveria. E as respostas precisam ser diretas, claras e objetivas, sem rodeios.

Também ajuda muito estruturar títulos como perguntas reais. Em vez de headings genéricos, vale usar frases completas que antecipem exatamente o que o usuário quer saber. Isso facilita tanto a leitura humana quanto a extração por IAs.

Outro ajuste importante é pensar em long-tail conversacional. Não se trata de abandonar termos mais curtos, mas de expandi-los. 

“CRM grátis” vira “qual é o melhor CRM gratuito para startups com menos de 10 funcionários?”. A intenção é a mesma, mas o formato muda completamente.

Sempre que possível, siga o padrão pergunta, resposta direta logo em seguida e, depois, a explicação mais aprofundada. Esse formato funciona muito bem para GEO porque entrega valor rápido e ainda mantém profundidade para quem quer continuar lendo.

Próximos passos 

Se tudo isso parece grande demais, respira. Dá para começar hoje, com passos simples e bem objetivos.

Hoje

Revise seu robots.txt e confirme que crawlers de IA legítimos conseguem acessar seu site. GPTBot, Google-Extended, CCBot, Anthropic-AI e PerplexityBot precisam conseguir ler seu conteúdo. Se estiver bloqueado, você já sabe onde está o primeiro gargalo.

Ainda esta semana

Implemente FAQPage Schema nos seus cinco conteúdos mais importantes. Priorize artigos que já trazem tráfego, leads ou representam bem sua expertise. Perguntas claras e respostas diretas aumentam muito a chance de citação em respostas de IA.

Ao longo deste mês

Padronize Article Schema e Person Schema em todo o blog. Autor identificado, datas visíveis e contexto claro ajudam a IA a entender quem escreveu, quando e por que aquele conteúdo merece confiança.

Nos próximos 90 dias

Eleve o nível do conteúdo:

  • Inclua citações de especialistas;
  • Use estatísticas com fonte clara;
  • Trabalhe citações inline bem distribuídas ao longo do texto.

Teste final de realidade

Pegue trechos dos seus artigos e cole no ChatGPT, Perplexity ou Claude. Faça perguntas simples, como:

“Resuma os principais pontos deste texto”

“Quem são as fontes ou especialistas citados aqui?”

Se a IA entender facilmente o conteúdo, conseguir resumir com precisão e identificar você como fonte ou autoridade, ótimo sinal.

 Se a resposta vier genérica, vaga ou sem crédito, o conteúdo ainda precisa de ajustes. Use este guia como checklist.

A era do GEO já começou. Você pode tentar resistir e desaparecer das respostas que moldam decisões todos os dias. Ou pode se adaptar e se tornar a fonte que as IAs citam quando alguém faz uma pergunta importante no seu nicho.

Se este conteúdo te ajudou a entender como ser encontrado pelas IAs, o próximo passo é transformar isso em resultado. Confira também SEO na prática: como gerar resultado real em 2026.

Referências:

Picture of Karina Oliveira

Karina Oliveira

Trabalho com conteúdo estratégico e SEO há mais de 10 anos, atuando em planejamento editorial, produção de conteúdo e otimização para buscadores, sempre com foco em crescimento orgânico e experiência do usuário.

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